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Num mercado global e extremamente competitivo, a sociedade como um todo demanda cada vez mais produtos e serviços de qualidade assegurada.

Neste cenário, assistimos a um crescimento acelerado no número de organizações que possuem certificação da qualidade, no Brasil e no mundo. Da década de 50 até a década de 80, a grande maioria das certificações e prêmios de qualidade eram de caráter genérico. A partir da década de 80 e mais acentuadamente nos anos 90 surgiram certificações específicas, principalmente para o ramo industrial.

Paralelamente, no ramo da saúde, surgiram certificados específicos para a área hospitalar, para a indústria farmacêutica, para laboratórios de análises clínicas e para programas de saúde ocupacional.

As Operadoras de Saúde brasileiras, que assistem a uma população de 39,9 milhões de beneficiários, excluindo-se os planos odontológicos (ANS, dados de março/2008), até o momento do lançamento deste Manual, não dispunham de um organismo certificador específico para o seu importante ramo de atividade.

Em diversos eventos do mercado, em artigos, entrevistas e em diferentes publicações, freqüentemente se comenta a necessidade e a oportunidade de se criar uma organização voltada especificamente para a certificação de qualidade das Operadoras de Saúde brasileiras.

Desde o início da década de 90 nos interessamos por este assunto. No início de 2007 tivemos a oportunidade de estruturar um grupo de discussões, composto por gestores de planos e seguros de saúde, para tratar especificamente desta questão.
Este grupo, após analisar a situação nacional e internacional, concluiu que este ramo, de alto impacto social, não poderia ficar à margem dos programas específicos de certificação de qualidade.

Durante estes trabalhos foram levantados os programas e prêmios de certificação de qualidade existentes em todo o mundo, gerais e específicos da saúde; mais especificamente os voltados para planos de saúde privados.

Cada um deles foi minuciosamente analisado, com o auxílio de especialistas em sistemas de certificação de qualidade e concluiu-se que devido às especificidades da atuação das Operadoras de Saúde no Brasil, inclusive em termos de legislação, os poucos sistemas de certificação de qualidade de planos de saúde estrangeiros existentes não são adaptáveis à realidade nacional.

A partir daí passamos a trabalhar na elaboração e sistematização dos Padrões Brasileiros para a Certificação de Planos de Saúde, criando um modelo original e específico para a realidade nacional, contemplando os requisitos para uma avaliação ampla e aprofundada da qualidade de qualquer tipo de plano de saúde normatizado pela ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar.

O objetivo foi elaborar requisitos e padrões atualizados e de nível elevado, quando comparados aos estabelecidos pelos que são considerados os melhores sistemas de certificação internacional.

Este trabalho foi apresentado às principais organizações representativas da saúde privada brasileira, que manifestaram seu interesse no desenvolvimento deste projeto, em participar de um Comitê Técnico para a aprovação deste Manual e em participar da organização de um Sistema Brasileiro para a Certificação de Qualidade em Sistemas de Saúde.

A fim de se oficializar este Comitê e esse Sistema, em 06/08/2008 foi fundado o CNCQ – Comitê Nacional de Certificação da Qualidade em Sistemas de Saúde.

Diretoria Executiva